”O Futebol é o desporto colectivo mais praticado em todo o mundo.
Os futebolistas tendem a acompanhar a evolução técnica e táctica deste desporto, no entanto muitos não estão cientes dos progressos que também se fizeram na nutrição desportiva.
De facto, a maioria dos futebolistas com quem contacto não fazem ideia das estratégias nutricionais que estão disponíveis para optimizar os seus resultados tanto a nível físico como psicológico.
Neste artigo aproveito para lhe revelar algumas dicas nutricionais para o dia de jogo, as quais podem ajudar a atingir a desejada vitória.
Nutrição antes do jogo
Objectivo principal:
. Optimizar a recuperação de uma semana exaustiva de treinos e abastecer o organismo para a competição
Objectivos específicos:
. Repor e aumentar as reservas de glicogénio (depósito de hidratos de carbono) nos músculos e fígado
. Consumir proteína suficiente para melhorar a construção e reparação de tecido muscular
. Manter um estado de hidratação adequado
. Assegurar uma boa tolerância gastrointestinal dos alimentos ingeridos (evitar demasiada gordura e fibra)
Dicas:
Deve sempre consumir uma refeição mais consistente 3 a 4h antes e, se possível, incluir um pequeno snack (lanche) 1h antes do jogo.
6 de novembro de 2011
ALIMENTAÇÃO no DIA de JOGO
METODOLOGIA TREINO - Jogar em Espaços Reduzidos
Cada vez mais as características do futebol, como a variabilidade, imprevisibilidade e aleatoriedade levam a que sejam criado exercícios específicos com objectivos de treinar as diversas condicionantes que integram o jogo.
Treinos em espaço reduzido é um deles e que tem enormes vantagens, principalmente ao nível da formação pois permite-lhe um elevado numero de toques na bola e diversas tomadas de decisão a serem tomadas de forma rápida alem de outro tipo de problemas que estão directamente relacionado com o jogo.
As vantagens deste tipo de exercício assenta no desenvolvimento técnico, numa maior rapidez de execução, maior actividade do jogadores em acções ofensivas e defensivas, vendo-se imediatamente quais os jogadores com menos disponibilidade para um trabalho de maior intensidade e que que fruto dos poucos jogadores existentes no exercício acaba por desequilibrar o jogo, sendo a sua equipa prejudicada, outro aspecto é o desenvolvimento da agressividade e atitude competitiva.
Em termos físicos também serve para o trabalho de força com a vantagem de estar envolvido a bola onde se pode treinar aquilo que pretendemos.
Estes jogos reduzidos devem obedecer a critérios do modelo de jogo da equipa e daquilo que é pretendido na semana de trabalho tais como ter o objectivo de jogo sempre presente, os elementos estruturais do jogo devem ser conservados, as transições defesa-ataque, ataque-defesa devem ser executadas e devem ser criadas algumas condicionantes de modo a atingir o que se pretende.
Outro aspecto importante nos jogos reduzidos é o aspecto emocional, sendo o espaço curto provoca imensos contactos tal como o jogo, o que obriga o jogador a gerir também o comportamento humano, quer motor, quer cognitivo.
2 de novembro de 2011
LEIS de JOGO de FUTEBOL
A história das regras do futebol teve início quando se reuniram representantes das escolas inglesas que definiram um conjunto de normas para regular a modalidade que ganhava cada vez mais adeptos e que ao longo do século XX se afirmou como o desporto mais popular do mundo.
Podemos seguir o desenvolvimento do futebol recordando algumas datas fundamentais na evolução das respectivas leis.
Em 26 de Outubro de 1863 os clubes existentes na zona de Londres reuniram-se e aprovaram a uniformização das regras do futebol que era praticado em várias cidades inglesas. O primeiro conjunto de regras tinha 14 leis.
Em 1886 as quatro associações britânicas de futebol (inglesa, escocesa, irlandesa e galesa) criaram o International Football Association Board, conhecido por International Board, órgão que ficou com o exclusivo do poder de introduzir novas leis ou modificar as existentes.
Em 1891 foram criadas as equipas de arbitragem tal como hoje as conhecemos: um árbitro de campo, que passou a ter o direito de estar no mesmo terreno usado onde os jogadores praticam futebol e dois árbitros assistentes colocados junto às linhas laterais. Em 1902 foi criada a marca da grande penalidade.
Em 1913 e FIFA (criada em 1904) fica também representada no International Board, actualmente composto por oito elementos, quatro das associações britânicas e quatro indicados pela FIFA. O International Board detém a custódia das Leis do Futebol. Reúne-se uma vez por ano para analisar as propostas de alteração e as suas decisões têm carácter obrigatório.
Em 1925 foi criada a Lei do fora de jogo, tal como hoje existe.
Em 1938 foi feita uma mudança das normas do futebol, que se fixaram em 17 leis, que, com alterações, (em 1997 foi feita uma nova revisão geral ao estilo e tamanho do texto) se mantêm até hoje.
PAIS - QUE ATITUDE A TER NA PRÁTICA DESPORTIVA DOS FILHOS?
“REGRAS E COMPORTAMENTOS A INCENTIVAR NOS PAIS PARA AJUDAREM OS FILHOS NA PRÁTICA DESPORTIVA“
• Encoraje o seu filho para um estilo de vida equilibrado entre desporto, educação, cultura e outros interesses;
• Ajude o seu filho na organização do tempo de modo a conciliar as actividades escolares com a prática desportiva;
• Valorize o esforço (empenho) despendido e os progressos conseguidos e aceite que este é mais importante do que ganhar a qualquer custo, colocando-os sempre à frente dos resultados desportivos alcançados (ou a alcançar);
• Valorize o divertimento no processo de aprendizagem desportiva;
• Aplauda todos os bons desempenhos, seja quem for que os realize e de qualquer das equipas que participam;
• Evite pressionar o seu filho sobre ganhar, perder ou marcar um golo, ser “negativo” com o seu filho ou criar-lhe expectativas irrealistas;
• Construa auto-estima na criança, dando relevo aos aspectos sociais (divertimento), físicos (esforço) e técnicos (desenvolvimento) da aprendizagem, e não tanto aos resultados (vitória);
• Reforce os valores (responsabilidade, disciplina, cooperação, honestidade e frontalidade) e valorize os princípios do fair-play (respeito pelos companheiros, adversários, treinadores, regras de jogo e árbitros;
• Incentive o seu filho a ser pontual, assíduo, empenhado e concentrado nos treinos e nos jogos, comunicando telefonicamente com a Escola sempre que o seu educando não possa estar presente;
• Dê o exemplo, procurando ter uma relação amigável com os pais dos adversários;
• Nos treinos e nos jogos, coloque-se numa área reservada aos espectadores, acompanhando-os de uma forma discreta, apoiando a equipa mas evitando fazer comentários ofensivos ou desagradáveis para com o árbitro, os pais adversários ou outros intervenientes no jogo;
• Nos treinos e nos jogos, apoie o seu filho e a equipa evitando fornecer “instruções”. Evite ser o denominado “Treinador de Bancada”;
• Conteste a presença de tabaco e álcool nos eventos desportivos da criança/atleta;
• Lide com a derrota com naturalidade, como um dos três resultados possíveis e que obrigatoriamente têm de acontecer em todos os jogos, não acusando os outros jogadores, treinadores ou árbitros como responsáveis pelas derrotas sabendo reconhecer, consoante os casos, a superioridade do adversário ou a nossa menor prestação desportiva.
• Evite proibir a prática desportiva, como forma de castigo, em particular face aos fracos resultados escolares (a falta de motivação poderá gerar a perda do estudante e do futebolista);
• Evite discutir as opiniões que possuí sobre as opções do Treinador, perto das crianças;
• Se quiser colocar alguma questão ao Treinador, faça-o imperativamente antes ou no final do treino ou competição, nunca durante os mesmos;
• Aceite a Autoridade do Treinador, na condução de todo o processo de treino, sendo este um técnico qualificado e competente, a quem os Pais confiam a formação desportiva e humana dos seus filhos. Assim, deverão estar preparados para aceitar as suas decisões inerentes a uma equipa de futebol;
. Seja colaborante, ajudando o Treinador, o Dirigente ou o Clube na resolução de problemas relacionados com a actividade desportiva em que o seu filho está envolvido.
(Adaptado do IDP, 1999 e de Borges, 2004)
4 de março de 2010
FUTEBOL - A Pubalgia
Sofrimento que afecta a região da sínfese púbica e inserções tendinosas vizinhas.
FREQUÊNCIA - é claramente superior nos homens em relação às mulheres, é muito habitual nos praticantes de futebol.
Embora o número de mulheres que se dedica à prática de futebol seja consideravelmente menor, as diferenças anatómicas do canal inguinal e as menores exigências no treino, além da melhor adaptação da bacia feminina à violência biomecânica são a principal justificação.
Não é exclusiva dos futebolistas : aparece também nos praticantes de ragueby, ténis, esgrima , andebol e outros.
ETIOPATOGENIA
Básicamente são três as estruturas interessadas directamente no sindrome pubálgico : a sinfese púbica, os musculos aductores da coxa e o complexo do canal inguinal. Em conjunto com os gestos técnicos repetitivos, actuam uma série de factores intrinsecos e extrinsecos que potenciam a sua acção nefasta sobre a bacia. Poderemos assim considerar dois grandes grupos de factores favorecedores.
PRINCIPAIS GRUPOS MUSCULARES IMPLICADOS NA PUBALGIA
Os que se inserem superiormente na sinfise púbica são:
- Os grandes rectos, os musculos transversos e os grandes obliquos;
Os que se inserem inferiormente são:
- O grupo de aductores da coxa, o aductor médio o aductor menor o recto interno e o pectineo.
FACTORES INTRÍNSECOS
No grupo dos factores intrinsecos, que estão relacionados com o próprio atleta (morfótipo), normalmente são atletas brevilineos, jovens, com
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hipertrofia muscular, com encurtamento e menor flexibilidade dos músculos dos membros inferiores, particularmente dos aductores, em contraste com uma musculatura abdominal significativamente insuficiente. Podemos encontrar situações que vão exigir grandes esforços da sinfise púbica, agravadas pelos gestos repetitivos a que a prática desportiva obriga. Assim devemos procurar causas de agravamento como sejam :
Anomalia congénitas ou adquiridas da parede abdominal sobretudo nas suas localizações mais inferiores, tal como anomalias do canal inguinal.
Hérnias congénitas ou adquiridas, nalguns casos devido ao estiramento das estruturas anatómicas do canal inguinal, efeito provocado por forças de tração num ponto de menor resistência e originando verdadeiros estados pré-herniários.
As dismetrias dos membros inferiores,que são desigualdades no comprimento e são situações muito frequentes embora inaparentes, geram instabilidade pélvica e levam a perturbações estáticas e dinâmicas daqueles.
FACTORES EXTRÍNSECOS
Os factores extrinsecos, estão directamente relacionados com a prática desportiva, e dependem de uma série de factores tais como :
Factores ecologicos realtivos à qualidade dos solos e calçado usado (pisos duros e uso de calçado com pouca absorção de choques).
Tipo de desporto praticado que pode ser mais ou menos agressivo para a região púbica (futebol, esgrima, ténis, rugby).
Excessos quantitativos.
Erros na coordenação e progressão do treino.
PREVENÇÃO DA PUBALGIA
Sendo a pubalgia uma lesão tão incapacitante, devemos preveni-la e para isso é necessário uma estreita colaboração entre o ATLETA o TREINADOR o MÉDICO o FISIOTERAPEUTA.
A sua prevenção passa por um treino programado e progressivo e devem ser prevenidos e tratados todos os factores predisponentes.
A musculação abdominal cuidada e os alongamentos dos aductores e dos ísquio-tibiais, devem ser feitos em todos os treinos.Pretende-se assim que o atleta tenha um adequado equilibrio dinâmico da bacia.
Algumas normas terapeuticas :
- Quando perante uma pubalgia o atleta deverá ter um repouso desportivo completo e suficientemente prolongado ( entre 40 a 90 dias ) para que a cura de qualquer elemento tendino aponevrótico atingido seja total.
- Os anti-inflamatórios devem ser administrados preferencialmente os não esteroides em doses moderadas e decrescentes durante 20 a 25 dias, para que sejam eficazes ao nivel das estruturas tendino-aponevróticas lesadas.
- O fortalecimento e a tonificação muscular deve ser feita antes do incio dos treinos.
- O retorno à actividade desportiva deve ser progressivo e programado.
TRATAMENTO CIRURGICO
A cirúrgia está reservada, para os casos decorrentes de sofrimento das estruturas tendino-aponevrótivas, desde que não haja evolução favorável após três meses de tratamento médico, bem instituído e desenvolvido.
O tratamento cirúrgico, tem indicação formal e logo desde o início, para os casos em que a pubalgia decorre de anomalias do canal inguinal.
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TREINO - Qualidades Físicas - Parte 2
PRODUÇÃO AERÓBICA DE ENERGIA
Para que se desencadeie esta fonte de energia é necessária a presença de O2. Este processo utiliza como substrato o ácido pirúvico, ácidos gordos e aminoácidos. Estes sofrem uma serie de transformações, resultando na libertação de energia (ATP), água e dióxido de carbono (CO2)
Tendo em consideração as reservas orgânicas de gorduras, bem como a capacidade ilimitada de captação de O2, podemos afirmar que o processo aeróbico pode produzir energia durante muitos minutos ou horas. Este processo torna-se eficiente a partir dos 3 ou 4 minutos após a realização do exercício.
RESISTÊNCIA
A Resistência é a capacidade de resistir psíquica e fisicamente a uma carga durante um grande período de tempo produzindo-se um cansaço insuperável devido à intensidade e á duração da mesma e / ou de recuperar-se rapidamente depois de esforços físicos e psíquicos.
Importância no Futebol (funções da resistência):
- Manter durante o máximo de tempo possível uma intensidade óptima da carga ao longo da duração do jogo;
- Manter o mínimo de perdidas de intensidade (inevitáveis) durante todo o jogo;
- Aumentar a capacidade de suportar a carga de jogo;
- Recuperação rápida (após os jogos e treinos); e
- Estabilização técnica e táctica e da capacidade de concentração.
Factores em que são determinantes um bom índice de resistência:
- Físico (redução reversível da função muscular);
- Mental (capacidade de concentração);
- Sensorial (diminuição transitória da percepção sensorial – visual, auditiva e táctil);
- Coordenação (sistema nervoso central); e
- Emocional (anímico).
Para alcançar altos rendimentos no futebol é necessário
o desenvolvimento de três tipos de resistência: resistência Base I, resistência base III (acíclica), e a resistência específica.
RESISTÊNCIA DE BASE 1
Este tipo de resistência, permite-nos criar uma base geral (não específica) para o treino de outras capacidades de condição física e de coordenação que resultam determinantes para o rendimento desportivo.
Trata-se pois “dos primeiros passos” (pré - temporada) que realiza qualquer jogador antes de iniciar o ciclo de treino. Este tipo de resistência é a premissa onde se fundamentará o treino específico do futebolista.
Um dos aspectos fundamentais deste tipo de resistência é que implica sempre esforços aeróbicos (dentro do limiar anaeróbico).
Os objectivos mais importantes que se atingem ao treinar este tipo de resistência são:
- Economização da capacidade aeróbica a um nível médio (mais trabalho com menos dispêndio); e
- Incidência na via aeróbica como elemento de recuperação entre esforços e entre sessões.
MÉTODOS DE TRABALHO
Para desenvolvermos esta resistência encontramos dois grandes métodos:
- Método contínuo extensivo: caracteriza-se pela inexistência de pausas durante a realização do esforço; e
- Método intervalado extensivo: caracteriza-se pela interrupção do esforço mediante períodos de pausa (recuperação).
RESISTÊNCIA DE BASE 3 (ACICLICA)
Este tipo de Resistência pretende criar uma base que permita um amplo treino dos factores técnico – tácticos, assim como melhorar a capacidade de recuperação durante as fases de baixa intensidade.
As características das cargas da resistência de base III são idênticas ao tipo de esforços que se realizam no futebol:
- Repetição de fases curtas de máxima intensidade;
- Tipos de recuperação extremamente variados;
- Elevado volume da carga dentro da actividade global;
Neste sentido, as cargas caracterizam-se pela irregularidade da intensidade (com fases de poucos segundos de esforço com carácter máximo, cargas médias até esforços submáximos conjuntamente com períodos de pausas)
MÉTODOS DE TRABALHO
Para desenvolvermos a Resistência de Base III encontramos como o método mais adequado o contínuo variado.
Dentro deste método podemos distinguir duas grandes formas de trabalho:
- Fartlek; e
- Corrida contínua com variação de velocidade.
É extremamente importante na corrida contínua com variação de velocidade , em nosso entender, controlar os tempos em que se realizam os diferentes sprints (excepto os dos 10 metros – dada a pouca fiabilidade com uma cronometragem manual), já que se pode obter informações fundamentais para o treino:
- Se nos últimos sprints se despende muito mais tempo que nos primeiros. Este facto, indica-nos um baixo nível de resistência;
- Se os atletas conseguirem manter um tempo aproximadamente similar nos últimos sprints. Este facto, indica-nos um alto nível de resistência.
Quando se consegue manter os tempos, poderemos falar que tenhamos conseguido com que o jogador tenha uma elevada capacidade para que, depois de realizar um sprint, possa estar disponível a voltar a repeti-lo. Esta capacidade pode avaliar-se mediante um índice de resistência:
Média de Velocidade dos primeiros spints (30 e 50 metros)
Índice R = -------------------------------------------------------------------------
Média de Velocidade dos últimos spints (30 e 50 metros)
O resultado multiplica-se por 100, e quanto mais próximo este é de 1, melhor nível de resistência terá o jogador.
RESISTÊNCIA ESPECÍFICA
Podemos considerar este tipo de resistência como um prolongamento da resistência de base III (acíclica) e que se tem em conta de forma mais detalhada, não só as características gerais que definem os esforços próprios de cada desporto (resistência à velocidade e à força rápida), mas também considera os aspectos mais específicos do tipo de esforço requerido para cada jogador. Tendo em atenção o seu tipo de desmarcação, o sistema e o método de jogo utilizado, e as características e missões tácticas do seu jogo.
MÉTODOS DE TRABALHO
- Corrida contínua com variação de velocidade; e
- Método intervalado intensivo muito curto
(CONTINUA)
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17 de fevereiro de 2010
Jogos Olímpicos 2010
Os jogos olímpicos de Inverno constituem uma versão das olimpíadas para os desportos praticados sobre o gelo e a neve e, no início do século XXI, contavam já com numerosas modalidades tais como:
. biatlo, que mistura longas caminhadas sobre a neve com o tiro a alvos localizados a 50 m de distância;
.bobsleigh, na qual é utilizado um tobogã que percorre uma pista de gelo a altas velocidades;
. combinada nórdica, cuja primeira fase, de saltos, determina a posição de largada da corrida de cross-country;
. curling, que tem como objectivo principal posicionar oito pedras em granito o mais próximo possível do alvo (tee);
. esqui alpino, em que o atleta desce a montanha, a alta velocidade, e em cujo percurso foram colocados vários obstáculos (inclui slalom e downhill);
. hóquei no gelo, um jogo de equipa em que os participantes devem marcar golo na baliza adversária, tacando no disco com o stick;
. patinagem artística no gelo, que pode ser executada individualmente ou a pares, combinando sempre patinagem com música, coreografia e dança;
. patinagem de velocidade no gelo, realizada sobre pistas de gelo e que apresenta provas que vão desde os 500 aos 10 000 m;
. saltos de esqui, praticados apenas por homens, em plataformas que variam entre os 90 e os 120 m de altura;
. short track, ou patinagem de velocidade em pista curta, que inclui provas de 500, 1000 e 1500 m;
. skeleton, uma prova de velocidade na qual o participante, deitado de bruços, guia um trenó apenas com os joelhos, tronco e cabeça;
. luge, em que o atleta, deitado, conduz, numa combinação de movimentos das pernas e do tronco, uma espécie de trenó;
. snowboard, que se divide em três provas, half pipe, slalom gigante e boardercross, sendo que esta última se estreou nos Jogos Olímpicos de Turim, em 2006.
A inclusão dos desportos de Inverno nos Jogos Olímpicos nunca foi muito pacífica dentro do Comité Olímpico Internacional. Apesar disso, a patinagem artística viria...
a ser incluída nos Jogos Olímpicos (de Verão) de Londres, em 1908 e, três anos mais tarde, o Comité Olímpico acabaria por autorizar a realização de jogos separados, prevista para 1916. Os eventos deveriam ter lugar em Berlim e na montanha Feldberg; no entanto, com o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, os Jogos Olímpicos foram suspensos.
As olimpíadas reiniciaram-se, então, no Verão de 1920, em Antuérpia, mas os únicos desportos de Inverno incluídos foram a patinagem e o hóquei no gelo. No Congresso Olímpico de 1921 a ideia inicial de separar os jogos mantinha-se, mas o presidente, Pierre de Coubertin, mostrou-se renitente, considerando que os desportos de Inverno eram um produto do snobismo dos ricos. E, apesar de não se ter decidido pela oficialização dos Jogos Olímpicos de Inverno, o Comité Olímpico Internacional permitiu que os responsáveis pelos Jogos de Verão em Paris realizassem também a "Semana internacional dos Desportos de Inverno".
O local escolhido foi a base do cume mais alto dos Alpes, o Monte Branco, em Chamonix, uma cidade francesa da região da Sabóia. A 25 de Janeiro de 1924, com uma temperatura que chegou aos 25 graus negativos, 258 atletas de dezasseis países diferentes marcharam na cerimónia de abertura. Entre eles encontravam-se treze mulheres, todas elas atletas de patinagem artística.
Os noruegueses foram os atletas que atingiram maior sucesso, tendo conquistado quatro medalhas de ouro, sete de prata e seis de bronze e, em segundo, ficaram os finlandeses com quatro medalhas de ouro, três de prata e três de bronze.
Os jogos atraíram mais de dez mil espectadores e o seu enorme sucesso pareceu convencer o Comité Olímpico Internacional que, dois anos mais tarde, em Maio de 1926, reconheceu retroactivamente os Jogos de Chamonix como os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno.
Até 1994, os jogos de Verão e de Inverno ocorreram nos mesmos anos mas, a partir daí, as olimpíadas de Inverno começaram a ser praticadas em anos alternados, sendo que entre a edição de Albertville, em França (1992), e a de Lillehammer, na Noruega (1994), decorreram, devido ao acerto, apenas dois anos, ao contrário dos habituais quatro.
In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2006. [Consult. 2006-02-19].
Disponível em URL: http://www.infopedia.pt/$jogos-olimpicos-de-inverno-i.
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TREINO - Qualidades Físicas - Parte 1
O treino é um processo pedagógico que visa desenvolver as capacidades técnicas, tácticas, físicas e psicológicas dos praticantes através da prática sistemática e planificada do exercício orientada por princípios e regras devidamente fundamentadas no conhecimento científico.
Objectivamos através do treino atingir uma eficiência máxima com um dispêndio mínimo de energia e uma recuperação rápida.
O respeito quer pelos princípios metodológicos (unidade / individualização, continuidade, variação ondulante, ciclicidade da carga e progressão), quer pelos princípios biológicos (princípio da sobrecarga, princípio da reversibilidade, princípio da especificidade e princípio da retardabilidade / heterocronia) reveste-se de uma importância acrescida quando falamos no treino das capacidades físicas (mesmo este sendo integrado com os outros factores de treino como o deve ser).
No treino das capacidades físicas (resistência, força, velocidade e flexibilidade), deve ter-se em conta não só a natureza da carga (interna e a externa), mas também as suas componentes como a duração do exercício de treino, o volume, a intensidade (as relações entre a intensidade e volume), densidade e frequência.
VIAS ENERGÉTICAS:
Os músculos só se contraem devido á libertação de energia química. Assim, essa energia encontra-se armazenada no músculo e em outros tecidos orgânicos associada com algumas substâncias químicas: adenosina trifosfato (ATP), fosfocreatina (PC), hidratos de carbono, gorduras e proteínas.
No entanto, a única fonte de energia química que o organismo consegue utilizar no processo de contracção muscular provém do ATP, sendo as restantes fontes de energia utilizadas na sua ressíntese.
A produção de energia pode realizar-se através de dois processos metabólicos:
- Produção anaeróbica – quando a ressíntese do ATP é realizada sem a presença de oxigénio (O2);
- Produção aeróbica – quando a ressíntese do ATP é realizada com a presença de oxigénio (O2);
PRODUÇÃO ANAERÓBICA DE ENERGIA:
Logo desde o início da realização de uma actividade desportiva, com uma intensidade suficientemente elevada no músculo tem de produzir energia necessária pela...
via anaeróbica.
O primeiro mecanismo responsável pela síntese de ATP provém da síntese de PC que se combina com o ADP:
Esta fonte consegue produzir uma quantidade imediata e elevada de energia, mas as reservas de PC são muito limitadas, permitindo apenas a continuidade do processo de contracção muscular durante os 10 a 20 segundos iniciais.
Este processo de produção de energia é designado por fonte anaeróbica aláctica.
Depois deste período e com as reservas de PC quase esgotadas, o músculo, para continuar a ressíntese de ATP, terá de utilizar as outras fontes de energia. Assim, a fonte de energia que se segue será a dos hidratos de carbono, os quais provêm dos açucares que ingerimos na nossa alimentação, convertido em glicose. Desta forma, a glicóse é um processo de degradação de glicose com formação de moléculas de ATP e de ácido pirúvico:
Na ausência de O2, o ácido pirúvico transforma-se em ácido láctico, que é um produto residual altamente tóxico. O esgotamento das reservas de glicogénio e o aumento das concentrações de ácido láctico são os factores limitativos da continuidade do trabalho muscular.
Esta fonte de energia denomina-se por fonte anaeróbica láctica. Inicia a sua actividade 30 segundos após o começo do trabalho muscular, mantendo-se em funcionamento até aos 3’.
A quantidade de energia fornecida por este mecanismo tem um limite que é imposto pela quantidade de Ácido Láctico acumulado no Sangue. A capacidade de suportar taxas muito elevadas de ácido láctico no sangue varia de indivíduo para indivíduo e é um elemento que nos ajuda a caracterizar o estado de treino do jogador. (CONTINUA)
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FUTEBOL - A Cárie Dentária no Desporto
DEFINIÇÃO:
É um processo patológico, localizado aos dentes, de origem externa, que se manifesta depois da sua erupção e consiste no amolecimento progressivo dos tecidos duros dos dentes e evolui para a formação de uma cavidade.
É a doença de maior prevalência nas sociedades industrializadas, sendo a ingestão frequente de hidratos de carbono ( açucares ) o grande responsável.
Trata-se de uma doença da civilização, que resulta de excessos e não de carências e ao contrário da ideia generalizada, não é uma doença por carência de cálcio.
A cárie não afecta apenas a saúde oral, por vezes atinge órgãos e tecidos à distância, podendo ser responsável por infecções que envolvem o coração, os olhos, os rins, as articulações e os tendões.
É significativa a associação de artrites, tendinites e outras doenças osteoarticulares, com a existência de cáries dentárias e que são com frequência, refractárias ao tratamento.
É evidente que uma cavidade oral em bom estado não contribui para uma melhoria da performance atlética, no entanto, a mesma cavidade oral em mau estado, já poderá contribuir para que a mesma performance, não seja atingida.
ETIOLOGIA:
É complexa e resulta fundamentalmente da inter-relação de 3 factores principais.
1. HOSPEDEIRO
Há uma evidente susceptibilidade individual
2. PELÍCULA OU PLACA BACTERIANA
Restos alimentares e microflora oral, que se encontram aderentes ás superfícies dentárias e não destacáveis pela simples lavagem ( bochechar )
3. HIDRATOS DE CARBONO
Os efeitos nocivos dos açúcares não dependem tanto da sua quantidade ( ao contrário de outras doenças ) mas da frequência...
da sua ingestão e são mais nocivos ainda se ingeridos no intervalo das refeições, ou á noite, dada a diminuição do fluxo salivar ( importante mecanismo de defesa ) durante este período.
COMO PREVENIR:
1. HIGIENE ORAL
Nenhum método é eficaz se não for associado a uma rigorosa higiene oral.
Escovagem dos dentes após qualquer refeição.
Técnica correcta de escovagem, com escova macia e dentífricos não abrasivos.
Uso de fio dental para os espaços interdentários
2. CUIDADOS ALIMENTARES
Racionalização no consumo de hidratos de carbono, sobretudo dos açucares de uso corrente, não esquecendo a frequência e duração de contacto com os dentes são factores capitais.
3. UTILIZAÇÃO COMBINADA DE FLUORETOS
Utilização sistémica de flúor gotas ou comprimidos, sobretudo nas crianças até aos 12 / 13 anos.
4. UTILIZAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR
Utilização domiciliária na forma de dentífricos, soluções ou sais.
Utilização por profissionais, o ideal serão 2 aplicações por ano e em pessoas com elevado índice de cárie, 3 a 4 aplicações por ano.
Tem-se hoje como certo que o flúor em doses fracas leva a uma diminuição da cárie, porém não a suprime, não se podendo admitir que é a sua falta a causa da cárie dentária.
MUITO IMPORTANTE É A OBSERVAÇÃO PERIÓDICA DA CAVIDADE ORAL POR UM DENTISTA, DEVENDO O PROCEDIMENTO EFECTUAR-SE SEMPRE NO INICIO DE CADA ÉPOCA DESPORTIVA.
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1 de dezembro de 2009
TREINO - A Velocidade nos Jogos Desportivos Colectivos
Resumo:
No contexto desportivo, a velocidade tem sido entendida como uma capacidade motora cujo desenvolvimento é fortemente determinado pela faceta genética, o que lhe confere um reduzido potencial de treinabilidade. Contudo, se bem que seja comum dizer-se que já se nasce velocista, para nós é claro que nos jogos desportivos é possível ser-se rápido sem que se disponha das características de um corredor de velocidade ou de um saltador. No presente artigo, procura-se sustentar que nos jogos desportivos colectivos não existe uma, mas várias velocidades, cuja lógica de expressão e desenvolvimento implica uma subordinação às exigências particulares da actividade desenvolvida durante o jogo. Neste sentido, é avançada uma perspectiva centrada na interligação das valências perceptivas, decisionais e motoras, e cuja configuração contempla o entrelaçamento da velocidade com os factores de natureza técnica e táctica.
1. Introdução
Na actividade desportiva, o praticante procura, através do seu corpo, que é, simultaneamente, sujeito e objecto da acção (Panafieu, 1984), jogar sobre o tempo no sentido de modificar as suas acções para melhor se adaptar ao envolvimento (Jalabert, 1998).
Neste contexto, a velocidade motora, entendida como uma capacidade humana que condiciona a realização dos movimentos desportivos, constitui um factor do rendimento ao qual se tem vindo a atribuir grande importância. Treinadores e investigadores têm voltado as suas preocupações, não só para as formas de manifestação que a caracterizam, mas também para o modo de as transformar em indutores de eficiência e
eficácia das acções desportivas.
Curiosamente, este realce dado à velocidade parece faz parecer omisso o velho ideal olímpico grego, segundo o qual o desporto constituiria a via para o Homem chegar mais longe, saltar mais alto e ser mais forte (Citius, Altius, Fortius).
De facto, à luz das exigências do desporto actual, não basta chegar mais longe, nem saltar mais alto, nem ser mais forte, é preciso ser mais rápido, mais veloz. Mais rápido, não apenas a chegar ao local desejado, ou a realizar uma acção, mas também a pensar, a encontrar soluções, a perceber o erro, a descodificar os sinais do envolvimento. Em síntese, mais rápido e melhor, a perceber, a pensar e a agir.
Este ponto de vista admite, implicitamente, que o ideal olímpico parece omitir uma dimensão fundamental da prática desportiva enquanto actividade humana: a inteligência. Não uma inteligência abstracta e estática, tantas vezes enfatizada, mas uma inteligência do comportamento motor, através da qual o Homem, não só se adapta estrategicamente às exigências colocadas pelo envolvimento, como também está capacitado para nele provocar, intencionalmente, alterações que lhe sejam favoráveis.
2. A(s) velocidade(s) nos jogos desportivos colectivos
O contributo relativo da velocidade para o rendimento varia de acordo com as exigências de cada modalidade desportiva (Dick, 1989).
Os jogos desportivos colectivos (JDC) constituem modalidades que se caracterizam por complexas relações de oposição e de cooperação que decorrem dos objectivos dos jogadores e das equipas em confronto e do conhecimento que estes possuem do jogo, de si próprios e do adversário (Garganta & Oliveira, 1996).
Dado que, neste contexto, a dimensão estratégico-táctica assume um papel determinante, o conceito de velocidade transcende claramente a concepção clássica que a define como a capacidade de executar acções motoras no mais breve tempo possível.
Estamos, portanto, perante um problema de adequação da expressão da velocidade às tarefas a realizar. Nas modalidades que fazem parte deste grupo de desportos, o que se demanda constantemente é uma síntese entre velocidade e eficácia na tarefa, o que implica perceber a importância que assume a unidade entre o sistema perceptivo e a velocidade de realização.
As interacções do sistema perceptivo com a velocidade de realização organizam-se em torno de três eixos (Jalabert, 1998):
• selecção das informações - o jogador de alto nível ganha tempo seleccionando, cada vez mais rapidamente, num caos de informações, aquelas que lhe são mais úteis para atingir o objectivo;
• ligação entre as informações - o jogador de alto nível invoca as experiências passadas para prever as consequências das acções que realiza. Nesse sentido, é capaz de estabelecer conexões entre elementos como a orientação dos apoios, a postura do adversário, as linhas de força da defesa contrária, as trajectórias imprimidas à bola, e outros, os quais se revelam determinantes para a obtenção de sucesso;
• reorganização sensorial do controlo do movimento - ao invés do principiante, para quem o controlo visual da bola é indispensável, o jogador confirmado utiliza a propriocepção, o que se torna mais económico em termos de tempo, dado que tal o disponibiliza, do ponto de vista cognitivo, para o tratamento da informação.
Face a este cenário, parece pertinente considerar não uma, mas várias formas de velocidade. Aliás, Weineck (1994) e Gambetta et al. (1998) ilustram bem este facto, no âmbito do Futebol, ao considerarem a coexistência de sete formas:
• a velocidade de percepção - relacionada com a habilidade para processar estímulos auditivos e visuais e tomar decisões a partir de uma variedade de escolhas dependentes de uma situação particular;
• a velocidade de antecipação - relacionada com a habilidade para prever as probabilidades de evolução das linhas de força de uma situação;
• a velocidade de decisão - relacionada com a habilidade para, após ter analisado uma situação, decidir o que fazer;
• a velocidade de reacção - relacionada com a habilidade para reagir a uma acção ou estímulo prévio;
• a velocidade de movimento sem bola - relacionada com a habilidade para executar acções sem bola (desmarcações, tackles, marcações, saltos, mudanças de direcção e outras);
• a velocidade de acção com bola - relacionada com a habilidade para executar as habilidades técnicas específicas, na relação com o móbil do jogo;
• a velocidade de acção de jogo - relacionada com a habilidade para tomar decisões durante o jogo e executá-las em relação com as condicionantes técnicas e tácticas, i.e., para agir correctamente, no tempo certo.
Se tomarmos como exemplo a corrida dos jogadores, nos JDC, constataremos que ela não é linear nem a meta é antecipadamente conhecida. Os praticantes deparam com muitas e variadas "metas" a atingir ao longo do jogo, pelo que o desenvolvimento da velocidade assume contornos complexos.
Atentemos noutro exemplo. No Andebol, no Basquetebol e no Futebol, os estímulos visuais são prevalecentes (análise de trajectórias da bola, percepção das movimentações dos colegas e adversários, ...). Num atleta que revele dificuldades ao nível da percepção de estímulos visuais, está comprometido um dos elos da cadeia (a captação do estímulo) e, por consequência, está condicionada negativamente a capacidade para ser rápido nas acções que deve desenvolver.
De facto, a expressão da velocidade decorre, não apenas da brevidade de reacção aos estímulos ou da velocidade gestual, mas também do tempo necessário à identificação, ao tratamento rápido da informação e ao reconhecimento e avaliação das situações complexas de jogo. Como sustenta Paillard (1990), em matéria de tratamento da informação, o tempo de que se dispõe para operar é mais importante do que a quantidade ou a qualidade das acções a realizar.
Verifica-se, contudo, que os estudos dirigidos para a compreensão da lógica da velocidade têm-se voltado, preponderantemente, para a parte observável da acção, ou seja para o tempo de movimento, enquanto que o lado invisível, relacionado com o tempo de reacção (Meignan & Audifren, 1997), inerente às questões do processamento da informação, nomeadamente nas facetas perceptiva e decisional, é tratado com menor incidência.
A este facto não são alheias as conclusões provindas de alguns estudos realizados por especialistas, os quais, tendo por referência o peso dos factores genéticos e adaptativos, vêm difundindo a ideia de que a velocidade é a mais acondicionada geneticamente de todas as designadas características motoras básicas e que, portanto, a sua treinabilidade é reduzida.
Consideramos, todavia, que esta é uma forma restritiva de colocar o problema, porque a realidade tem evidenciado que nos JDC as possibilidades de desenvolvimento da velocidade passam, em grande parte, pela exercitação conjugada das capacidades motoras com as habilidades táctico-técnicas, nas quais aspectos como a atenção, a capacidade de discriminação dos sinais pertinentes e a justeza decisional se revestem de uma importância fundamental. Neste sentido, o treino de tais factores tem permitido maximizar as valências musculares ou, nalguns casos, disfarçar até as suas limitações.
A capacidade de previsão, por exemplo, permite que um jogador, mesmo sendo "mais lento" do que outro, do ponto de vista neuromuscular, possa chegar mais depressa a um determinado lugar do terreno de jogo, porque previu e antecipou a resposta.
Atentemos nos movimentos basilares de locomoção dos jogadores, nas suas diferentes formas (marcha, trote, corrida rápida, sprint). Podemos constatar que as razões da sua expressão se fundam numa intencionalidade guiada, sobretudo, por imperativos tácticos. O jogador desloca-se para algum lugar, com maior ou menor intensidade, num ou noutro momento, em função da movimentação dos colegas e adversários, e da posição da bola, isto é, em função das configurações do jogo (Garganta, 1997).
De acordo com este entendimento, a velocidade motora, longe de se restringir à acepção física do termo, que a situa como uma grandeza física, dada pela relação entre o espaço percorrido por um objecto e o tempo necessário para o percorrer, impõe-se, sobretudo, como uma grandeza táctico-técnica, perceptiva e informacional, que se consubstancia no que se pode designar por velocidade de realização, quando nos referimos à prestação individual do jogador, ou por velocidade de jogo, quando nos reportamos ao desempenho das tarefas da equipa, enquanto unidade colectiva, nas diferentes fases que o jogo atravessa.
A velocidade de realização resulta, assim, da conjugação de diferentes e complementares aspectos, e.g., fisiológicos (nível de contractibilidade das fibras musculares), biomecânicos (intensidade, orientação e transmissão do complexo de forças em presença) e perceptivos (natureza dos receptores sensoriais que controlam o movimento). A velocidade de jogo resulta, não do somatório das velocidades parcelares de realização dos jogadores, tidos como célula ou individualidade, mas da forma como a equipa, enquanto superestrutura, gere os diferentes momentos configurações do jogo e a eles reage colectivamente, tal como um tecido celular inteligente.
Tal sugere que, nos JDC, o facto da velocidade ser treinada através de exercícios nos quais se exige que a tarefa proposta se realize no mais breve tempo possível, é condição necessária mas não suficiente para que o efeito de treino se oriente no sentido pretendido. Para além de executar depressa é necessário executar bem, isto é, de forma ajustada.
2.1. A velocidade de jogo
Os JDC praticados ao mais alto nível, são caracterizados por requererem um ritmo muito elevado e por reclamarem dos jogadores um empenho permanente. A existência de sistemas defensivos cada vez mais pressionantes implica exigências crescentes, nomeadamente no que se refere à velocidade de processamento da informação e de execução.
No jogo ocorrem, cada vez com maior frequência, circunstâncias nas quais os jogadores devem realizar acções de adaptação com elevada velocidade. Todavia, ao atribuir-se às capacidades motoras um estatuto de autonomia, à margem do contexto táctico que as reclama, o significado de características como esta pode ser destorcido.
Por isso, Brettschneider (1990) alerta quem pretender analisar os jogos desportivos e a prestação dos jogadores, para que o faça através da análise do contexto no qual ocorrem as acções, não se devendo limitar a aspectos isolados.
Quando, tentando analisar parcelarmente os JDC, falamos em velocidade, no sentido restrito, não conseguimos um aporte de informação importante para melhorar a qualidade do treino e do jogo. A velocidade está sempre relacionada com o ajustamento temporal (Balash, 1998) e espacial das acções, e também com as características da tarefa a realizar. Trata-se, portanto, de uma velocidade táctico-técnica.
Estando a velocidade intimamente associada a acções de intensidade maximal, alguns especialistas (ver por exemplo, Palfai, 1979; Ekblom, 1986) têm referido que aquilo que diferencia o nível dos jogadores e das equipas, no que respeita à actividade realizada durante as partidas, não é tanto o número de acções, mas fundamentalmente a intensidade com que elas são desenvolvidas.
Quando os desportistas se movimentam em função de um móbil de jogo (a bola) e interactuam com elementos móveis dotados de autonomia (colegas e oponentes), as acções não podem ter uma duração fixa. A acção desenvolvida pelo sujeito decorre, não só da leitura da configuração do momento, mas também da previsível evolução das linhas de força do jogo, em função da velocidade de que se está animado para fazer coincidir a execução com o momento (tempo ) e o lugar (espaço) exigidos para obter êxito.
De facto, a velocidade de realização parece ser um indicador do nível de jogo. Os melhores jogam mais depressa. Todavia, a intensidade com que um jogador executa as acções no jogo, depende, por um lado, da forma como ambas as equipas em confronto condicionam o ritmo do jogo, e, por outro, da qualidade das escolhas e das opções táctico-técnicas efectuadas pelo jogador no seu decurso.
Sabe-se que não é apenas na forma, mas também no ritmo de execução das habilidades técnicas, que os jogadores mais talentosos se distinguem dos demais (Mercier, 1979). Contudo, a velocidade das acções do jogador adquire sentido quando relacionada com a velocidade de jogo, isto é, com a interacção de várias formas de manifestação parcelares que se entrecruzam e que vão desde a velocidade mental (Cianciabella, 1995) até à velocidade de deslocamento e de execução, numa interacção recorrente entre colegas e concorrente entre adversários.
Quer isto confirmar que os melhores não jogam apenas mais depressa. Jogam, sobretudo, mais eficazmente, fazendo variar a velocidade de realização e de jogo, em função das características do momento e das possibilidades de evolução das linhas de força da jogada.
O jogo em que o jogador se posicionava para receber a bola, depois observava, pensava e agia, faz pouco sentido no contexto actual. As marcações são cada vez mais pressionantes, a velocidade de jogo cada vez mais elevada, o tempo para agir cada vez mais curto, pelo que cada vez é mais premente a necessidade de realizar a antecipação mental e motora. Neste contexto, a compatibilização da velocidade com a precisão parece ser um problema importante.
Já em 1951, Gibbs demonstrou que existe uma correlação negativa entre velocidade e precisão.
Também se sabe, desde 1942 com Fulton, que o nível de precisão adquirido a baixa velocidade decresce rapidamente quando esta aumenta e que, pelo contrário, quando se pede a um indivíduo, que treinou a elevada velocidade, que procure cuidar os aspectos de precisão, ele perde pouca velocidade.
Este preceito reveste-se de grande importância, nomeadamente pelas repercussões que pode ter quando se pretende eleger uma metodologia para promover a aquisição eficaz das diferentes habilidades técnicas nos JDC.
Há, por isso, que considerar a relação da velocidade das acções com a precisão e com antecipação da resposta motora decorrente dos aspectos tácticos do jogo. Segundo Dugrand (1989), embora exista uma relação negativa entre velocidade e precisão, verifica-se uma relação positiva entre a velocidade e a "previsibilidade" das soluções retidas pelos jogadores.
A este propósito, Bouthier (1988) sustenta que os jogadores mais experientes e os mais inteligentes se distinguem pelo apuro das capacidades de antecipação, quer na evolução das relações de oposição, quer nas escolhas tácticas mais ajustadas, quer ainda na execução das correspondentes operações que viabilizem o desencadeamento dessas acções em tempo útil.
Também Ripoll (1979), num estudo em que comparou praticantes de Basquetebol com sujeitos não praticantes, demonstrou que os segundos, não obstante serem capazes de reconhecer uma considerável quantidade de informação sobre o jogo, ignoravam a sintaxe e o conteúdo semântico das mesmas.
12 de junho de 2009
Desporto, Futebol, Formação e Saúde
Realizar exercício físico, seja em que idade for, pode trazer um conjunto de benefícios, não só a nível físico, como psíquico e social. Abordemos alguns desses benefícios:
· A nível físico é sabido que o desporto ajuda no combate à obesidade, reduz o risco de doenças cardiovasculares, fortalece músculos, ossos e articulações.
· A nível psíquico, eleva a auto- estima dos praticantes, pois este desenvolve um conjunto de habilidades que antes não possuía e melhora o seu aspecto físico, tendo consequentemente uma melhor imagem de si.
· A nível social, o Desporto assume-se como um lugar privilegiado para se realizarem laços sociais de amizade, permitindo a partilha de sentimentos e dando ao indivíduo a sensação de pertença a um grupo.
A aquisição de valores, pois o desporto é um contexto propício a essas aquisições:
· O Valor da saúde, pois a prática desportiva apela à adopção de um estilo de vida saudável;
· O valor da cooperação, pois num desporto de equipa só se conseguem atingir os objectivos quando todos unem esforços em torno de um projecto comum;
· O valor do respeito, ou reconhecer que todos erram e que o mais importante é apoiar os colegas nos maus momentos, para que os colegas façam o mesmo;
· O valor da Amizade, pois a prática desportiva favorece a possibilidade de se fazerem amigos;
· O valor da justiça, recusando vantagens injustificadas e reconhecendo no adversário um elemento indispensável sem o qual não há competição;
· O valor da Multi-culturalidade, pois na prática desportiva, os mais jovens partilharão o mesmo espaço com crianças de diferentes meios económicos e culturais, contribuindo para o respeito pelas diferentes culturas;
· O valor do Empenho, pois aprenderão que para se atingir um determinado objectivo é necessário, muito trabalho, esforço e dedicação, sem os quais nunca obterão sucesso;
· O valor da Derrota. O desporto ensina as crianças a compreenderem que a vida se faz de sucessos e insucessos e que é importante aprender com os insucessos que vão surgindo ao longo da vida;
· O valor da Assiduidade e Pontualidade. A prática de qualquer desporto implica a existência de sentido de responsabilidade pelo cumprimento dos compromissos assumidos, nomeadamente a assiduidade e a pontualidade aos treinos.Ler todo o texto...
Contudo para que isto seja possível, o papel dos pais é determinante. Por isso, dirigem-se aos pais os seguintes conselhos:
· Explique ao seu filho que perder não significa fracasso. A derrota é uma consequência lógica de quem pratica desporto, pois existem sempre 3 resultados possíveis: ganhar, empatar e perder. Além disso, a derrota permite-nos reflectir acerca dos aspectos onde devemos melhorar;
· Refira-lhe que a vitória é um estado transitório, ou seja, se hoje ganhamos, é possível que amanhã percamos. Quer isto dizer, que deve ensinar o seu filho a ser humilde nas vitórias, respeitando os adversários;
· Diga-lhe convictamente que o Desporto não é uma guerra e que os adversários não são inimigos (Pinheiro,Costa, Sequeira e Cipriano, 2008). As crianças tendem a encarar os jogos desportivos como uma “guerra de vida ou morte”, esquecendo-se frequentemente de se divertirem com o jogo. Diga-lhes que o mais importante é tirar partido dos benefícios que o jogo lhes dá. Não se canse de lhes dizer que o adversário não é um inimigo. O adversário é um elemento indispensável à competição, ou seja, sem adversário não há jogo, e é o jogo a maior motivação e fonte de prazer das crianças. Por isso, devemos sempre respeitar o adversário como um amigo;
· Diga ao seu filho que é possível ganhar e jogar com Fair-Play (Pinheiro, Costa, Sequeira e Cipriano, 2008). Alguns estudos feitos com crianças demonstram que estas pensam que quem joga com Fair-Play quase sempre perde. Não tenha receio de lhe afirmar que é possível conciliar a vitória jogando com respeito pelos regulamentos, árbitros, adversários e público;
· Não se esqueça de lhe dizer que fazer desporto é uma opção saudável e um excelente complemento para os tempos livres, mas que o mais importante é estudar.
Por fim, gostaríamos de dar alguns conselhos acerca do comportamento dos pais durante as competições desportivas:
· Respeite as opções do treinador e não interfira no seu trabalho. O treinador quer o melhor para a equipa, ou seja, para todos os jogadores, onde se inclui o seu filho. Deixe o treinador trabalhar livremente;
· Respeite as decisões dos árbitros, mesmo que lhe pareça que este tenha errado contra a equipa do seu filho. O erro faz parte do ser humano. Se não respeitar o árbitro, estará a influenciar o comportamento do seu filho dentro de campo. Não se admire depois que ele mesmo desrespeite o árbitro;
· Respeite os jogadores adversários, evitando comentários depreciativos acerca dos mesmos. Não se esqueça que é uma competição de crianças e que certamente também não gostaria de ouvir comentários desagradáveis acerca do seu filho;
· Não se envolva em atritos e discórdias com os pais da equipa adversária, mesmo quando sente que está a ser provocado. Nunca se esqueça que o seu filho está dentro do campo, mas vê perfeitamente aquilo que se passa na bancada;
· Aplauda as coisas bonitas feitas pelos colegas dos seus filhos. Mas, não se esqueça também de aplaudir aquilo que os jogadores adversários fazem de bem. O desporto é rico em situações de virtuosismo e por isso devemos aplaudir sempre, mesmo quando essas façanhas tenham sido realizadas pelos adversários.
Por tudo aquilo que se acaba de explanar, fica bem patente a importância da prática desportiva para o pleno e harmonioso desenvolvimento das crianças.
Em jeito de conclusão, reflicta nesta frase:
“Ensine o seu filho a gostar de Desporto, em vez de o ensinar a gostar apenas de ganhar”
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Especialização precoce, maturação biológica e moderação de estrelas prematuras
Ao longo do tempo o desporto foi ganhando uma revelação social enorme em todo o mundo. Este ganho de relevância fez-se sentir em vários âmbitos da prática desportiva, principalmente na valorização do desporto rendimento, mas não há rendimento sem especialização. As sociedades tecnológicas e industriais são hoje em dia muito bem organizadas e especializadas. A necessidade de especialização nestas mesmas sociedades e na vida do homem têm conduzido a uma precocidade de especialização.
Pedagogos e concepções pedagogistas têm mostrado uma preocupação com a promoção precoce dos jovens talentos, dizendo que esta especialização precoce não protege o jovem, antes pelo contrário. Esta especialização precoce surgiu devido à valorização política e social do desporto de alto rendimento, que procurou encontrar mais cedo jovens com talento para a alta competição.
A preparação dos jovens tem de ser feita em modelos devidamente adequados aos seus processos de maturação com o acompanhamento de treinadores devidamente formados.
A preparação de base é cada vez mais precoce o que obriga a criança a cumprir processos completamente desajustados ao seu período de maturação.
O momento de iniciar uma formação especializada, em determinado desporto, exige que se tenha em causa alguns factores:
• o desenvolvimento físico e psicológico do individuo nas fases evolutivas;
• a idade, em que os atletas de alto nível iniciaram a sua preparação especializada;
• a reacção do organismo da criança ás cargas especializadas;
Assim sendo, começar cedo não é necessariamente um erro, a preparação desportiva deve ser um processo permanente de muitos anos.
A especialização precoce é marcada pela vontade que os agentes desportivos têm em obter resultados de forma rápida, orientando os praticantes de uma forma unilateral e prematura, forçando os ritmos das cargas de treino. Isto porque se a opção for pela formação multilateral os resultados só se observam a longo prazo de acordo com o processo pedagógico de formação e educação desportiva. Embora a especialização precoce tenha resultados rapidamente observáveis inibe a evolução correcta dos praticantes.
Muitos argumentos têm sido utilizados afim de justificar uma redução da idade no início da preparação especializada, sendo um deles o “fenómeno de aceleração” que se traduz pelo alargamento dos períodos biológicos activos no sentido de uma precocidade e pelo alcançar de valores morfológicos e funcionais elevados com o final do desenvolvimento. Este fenómeno esta associado a aspectos como: higiene corporal; nutrição; cuidados de saúde e actividade desportiva controlada; Isto verifica-se em função da melhor preparação dos jovens de hoje para a recepção de novos modelos de treino. Outro argumento é o “contributo científico” que influenciou de uma forma positiva e negativa a redução da idade. Por um lado a vontade de conhecer o organismo juvenil terá levado a uma entrada forçada em estádios de preparação avançados de crianças ainda não suficiente maturas. Por outro lado o desenvolvimento de programas de investigação em jovens desportistas levou ao aparecimento de novos conhecimentos que permitiram avaliar melhor a capacidade de adaptação do organismo juvenil aos esforços próprios do desporto de rendimento. O último aspecto que terá favorecido a especialização precoce terá sido adopção de um sistema de competições no desporto infantil á imagem das formas de competição do desporto de alto rendimento.
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17 de abril de 2009
Lesoes Desportivas
Procedimentos imediatos após lesão desportivaAs lesões desportivas podem ser causadas por impacto directo, alongamento excessivo ou pela repetição exagerada de movimentos de uma determinada parte do corpo.
1 - Quais são os tipos de lesões desportivas mais comuns?
Contusão: ocorre quando há um impacto directo numa região do corpo. Este impacto resulta numa agressão aos tecidos moles (como a pele, a gordura, o músculo, os ligamentos ou a cápsula articular) que causa dor e hematomas (nódoas negras).
Estiramento muscular: ocorre quando um músculo é excessivamente alongado devido a um movimento brusco e repentino durante a actividade desportiva. O estiramento danifica as fibras do músculo causando dor.
Entorse: ocorre quando há um estiramento excessivo dos ligamentos de uma articulação. Está geralmente associado a movimentos de torção que causam dor.
As articulações mais atingidas são os joelhos e as tíbio-társicas (tornozelos).
2 -O que fazer imediatamente após uma lesão desportiva?
- Protecção do local da lesão de forma a evitar o seu agravamento.
- Repouso, no sentido de não esforçar a estrutura lesada nem executar actividades que provoquem dor.
- Ice (gelo), deve ser aplicado na zona da lesão, durante 15 minutos, 3 a 5 vezes por dia durante as primeiras 24-72 horas, com intervalos entre as aplicações de pelo menos 2 horas. O gelo não deve ser aplicado directamente sobre a pele (risco de queimadura), deve ser utilizada uma toalha entre o saco e a pele. O gelo ajuda no alívio imediato da dor.
- Compressão efectuada no local lesado através de ligaduras elásticas, de forma a diminuir o edema (inchaço) formado.
- Elevação da estrutura lesionada de forma a facilitar o retorno do sangue, o que conduz à diminuição do edema.
3 - O que não fazer?
- Calor: Evitar qualquer forma de calor na região lesionada, pelo facto de aumentar a circulação sanguínea e, consequentemente o edema e hematoma.
- Massagem: Nesta fase de recuperação, a massagem pode agravar a lesão, pois aumenta o edema e hematoma.
- Exercício: A actividade precoce e desadequada poderá agravar a lesão.
4 -A quem deve recorrer?
O seu filho deverá sempre dirigir-se a um profissional de saúde (fisioterapeuta) para perceber a gravidade da lesão e estabelecer um diagnóstico.
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Nutrição e Saúde
Aos Pais e Alunos da Escola Futebol “Geração Benfica”A obesidade é uma doença, e as suas consequências não são só ao nível físico e orgânico mas também nas relações com os outros, na auto-estima, e na confiança, etc.
A prevenção da doença do séc. XXI, como já é conhecida, deve ser o mais cedo possível e ter como princípios a prática regular de actividade física e uma alimentação saudável, que permita o pleno desenvolvimento físico e intelectual de crianças e adolescentes.
Hoje as evidências científicas são tantas que já ninguém duvida que a alimentação e a actividade física jogam um papel importante na saúde e bem -estar de todos nós.
Assim os nossos pequenos grandes atletas devem cuidar da sua alimentação, pois o seu rendimento desportivo será melhor e a probabilidade de se lesionarem durante a prática da actividade física (treino ou jogo) será menor.
Nesta fase de crescimento as recomendações alimentares para os nossos pequenos alunos/atletas, têm como principio as regras da alimentação saudável:
- Completa
Comer todos os dias alimentos de cada grupo.
- Equilibrada
Comer maior quantidade de alimentos dos grupos maiores (mais legumes, mais “farináceos”; arroz, massa etc., menos carne, mais peixe).
- Variada
Comer alimentos diferentes dentro de cada grupo e de preferência os da época (em Janeiro, laranjas e Junho, cerejas).
Não esquecer a Água indispensável à vida, que está presente em todos os alimentos, mas que devemos ingerir pelo menos 1,5l por dia.
Quase a terminar mais algumas regras importantes:
- Não sair de casa sem tomar um primeiro – almoço completo que poderá ser pão, leite ou iogurte e fruta, merendar a meio da manhã, ao almoço e jantar acompanhe os seus filhos na SOPA, não dê sopa na sopa, reduza a quantidade de carne e incentive o consumo de peixe.
- Para beber à refeição água ou sumos de fruta naturais (laranja, limonada…).
- Doces e refrigerantes só de vez em quando.
Dê um passo em frente pela sua saúde e dos seus filhos.
"COMA MELHOR e MEXA-SE MAIS pela sua SAÚDE"
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Estudo e Desporto
O ESTUDO E O DESPORTO LADO A LADOPorquê a aposta nos estudos, paralelamente à aposta no desporto?
1. Porque é importante formar adultos completos com todas as vertentes das suas identidades desenvolvidas (escolar, desportiva, social e familiar).
2. Porque a carreira de futebolista é uma incerteza e os estudos são uma hipótese mais estável.
3. Porque todos estão sujeitos a lesões.
4. Porque é importante ter o máximo de alternativas possíveis.
5. Porque a escolaridade é obrigatória.
Como conciliar o desporto com os estudos?
1. Criar um horário para distribuir o tempo de estudo, de prática desportiva e de lazer.
2. Distribuir o estudo de forma semanal (ex: 30min todos os dias, 1h 3 vezes por semana), de forma a não acumular o estudo na altura dos testes, e não haver sobreposição do estudo e da prática desportiva.
3. Tentar organizar, o melhor possível, os cadernos de estudo para conseguir tirar o maior proveito das horas de estudo.
4. Aproveitar os dias de descanso físico (antes e depois dos encontros) para estudar
Bons estudos!
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